iwrestledabearonce
Escrito por Administrator Qui, 10 de Setembro de 2009 16:20

Utilizando o Mathcore como arma sonora, a Iwrestledabearonce, banda que agora fi gura no time da Century Media, acaba de lançar seu primeiro álbum. Para falar sobre isso e outras curiosidades, como o video clipe, fãs e shows nas terras canarinhas, o guitarrista e programador Steven Bradley falou com o pessoal da HORNSUP.
O álbum “It’s All Happening” é absurdo em todos os sentidos! Gostaria que você nos falasse como se deu o processo de composição do mesmo.
Foi um processo muito corrido e louco! Nós estávamos sempre em turnês antes de gravar, por isso nós não tínhamos muito tempo para trabalhar no novo material. Quando nós chegamos ao estúdio, nós tivemos que compor cerca de 90% do álbum! Foi maluco e eu acho que nossas noites em claro e o estresse contribuíram, com certeza, no processo de composição.
A banda passou por algumas mudanças na formação. Como isso afetou a sonoridade da IWABO?
Não afetou de forma alguma realmente. No nosso primeiro EP que lançamos, nosso outro guitarrista (John) e eu escrevemos todo o material de guitarra/bateria/programação e Krysta fez todos os vocais. E no full-lenght foi a mesma coisa. O único aspecto que mudou é que agora temos um baterista de verdade. Ele é excelente e pode tocar todas as coisas malucas que criamos assim como escrever suas partes boa parte do tempo.
Nos fale sobre a experiência de terem saído do cenário Independente para um grande selo como a Century Media.
Bom, nós realmente nunca tivemos uma gravadora antes da Century Media, apenas assinamos um acordo com uma distribuidora junto a outro selo para relançar o EP. Nós ficamos malucos por estarmos na Century Media e eles fazem um trabalho muito bom com a gente, colocando nosso álbum nas lojas e ajudando em outras coisas também.
As letras no novo álbum são mais pessoais e menos abstratas comparando ao EP. De onde veio a inspiração para essas mudanças? O que houve para que este processo fosse possível?
A Krysta decidiu que queria ir a um rumo diferente com este álbum. Tentar algo novo e pressionar mais a si mesma. Eu acho que fi car na casa de Ross Robinson (famoso produtor) ajudou também, porque ele incentiva aos vocalistas serem mais íntimos com as letras. Muitos vocais memoráveis de diversas bandas foram feitos com ele em sua sala de gravação.
Como foi trabalhar com Ross Robinson e o engenheiro de som Ryan Boesch? Grande responsabilidade essa, não é?
Bom, Ross não produziu nosso álbum, apenas gravamos no estúdio dele, o que ainda pode ser considerado insano por ele se divertir todos os dias com a gente e nos ajudar com algumas coisas aqui e ali. Ryan Boesch foi o escolhido para produzir o álbum conosco, e ele é o cara! Foi um sonho se tornando realidade estar dentro de um estúdio excelente na praia da Califórnia olhando para os álbuns de platina de Korn e Slipknot nas paredes. Mas eu acho que a pressão, combinada com o curto tempo que tínhamos, foi o que ajudou a que nós déssemos o máximo a fazermos o álbum estar assim agora.
O novo álbum alcançou a primeira posição na Billboard Heatseekers. O grande público está adorando o som de vocês. Como a banda se vê diante deste fato?
Eu com certeza não diria que o público como um todo está curtindo o nosso som. Ainda há muitas e muitas pessoas para conquistar e muitas outras que nunca entenderão o que nós fazemos! Nós ficamos realmentechocados quando vimos que ficamos em #1 no Heatseeker (uma espécie de Billboard para as novas bandas) e que ficamos em #121 no geral. Para uma banda como a nossa que não possui refrão ou músicas no estilo radio-friendly, foi realmente incrível. Todos os nossos agradecimentos vão aos fãs que espalharam a palavra e compraram o álbum quando ele saiu por eles quererem nos ajudar sempre.
“You Ain’t No Family” possui um estranho (positivamente falando) clipe. Qual o conceito por trás deste vídeo?
O conceito ou a idéia foi para nós entrarmos em um bar de caipiras e basicamente dançarmos com os matutos de lá! Eu acho que ficou bem legal, pontuando que queríamos fazer algo diferente dos clipes habituais de Metal. De fato, ele é diferenciado no meio de milhares de clipes, é melhor até do que o que fizemos para “Tastes Like Kevin Bacon”.
“Black-Eyed Bush” possui uma união muito legal de elementos eletrônicos com vocais melódicos. É bem diferente de outras faixas inclusive. Como essa faixa apareceu?
Honestamente nós tínhamos centenas de músicas mais leves como esta em que estávamos trabalhando o tempo todo. Esta simplesmente apareceu e soou legal, então resolvemos colocá-la no álbum. Nós já sabíamos que iríamos colocar uma faixa deste tipo no álbum, apenas para tirar um pouco a imagem de “faça a porra que você quiser” e isso ficou muito legal!
“Tastes Like Kevin Bacon” está ainda melhor agora! Qual a razão de terem buscado uma faixa antiga, que não saiu no último EP, apenas em demo, para o novo álbum?
É, de fato, esta música nunca foi lançada anteriormente. Nós a gravamos como uma demo, com a formação completa da banda depois do EP já estar lançado, então nós sempre tivemos a vontade de gravá-la novamente com uma qualidade melhor e algumas mudanças pequenas. A primeira versão foi gravada por mim em um quarto com um pequeno arsenal e pouco tempo, então esta nova versão é muito melhor em nossa opinião!
“I’m Cold And There Are Wolves After Me” possui ótimas partes de piano e Jazz. A mídia pontua que isto faz parte do gênero Mathcore. Como estes sons criaram vida nas composições?
Todos nós sempre amamos todos os estilos musicais, então isso acaba vindo no nosso processo de composição. Nós nunca saímos da nossa raiz, das nossas vontades, apenas vai acontecendo. Nós sempre tivemos esta vontade de incorporar cada estilo de música dentro do que pode ser considerado “Metal”. Acredito que isso ajuda as pessoas a abrirem os olhos para outros estilos.
Nos diga cinco álbuns que a banda vem escutando ultimamente e são destaques, para vocês. Eu gostaria de saber alguns deles e, se possível, deste ano.
Hum... pergunta difícil... Nós temos ouvindo mais coisas antigas! O único álbum lançado este ano que nós ouvimos bastante mesmo é o novo do Dredg! De coisas antigas que ouvimos há uma longa lista, mas posso citar algumas como Radiohead, Bjork, Cynic, Cephalic Carnage, Tears for Fears, Sigur Ros, Nasum, etc.
Quando Iwrestledabearonce irá mostrar a sua cara no Brasil? O que vocês sabem sobre nosso país? Nós temos um público insano apenas esperando por vocês.
Nós iríamos amar ir para o Brasil agora! É um país que parece ser maravilhoso e eu tenho certeza que os shows são malucos. Bandas americanas sempre dizem que o Brasil é incrível para shows e é um local que possui pessoas legais e que dão um ótimo suporte. Eu prometo que estaremos aí um dia, mas ainda é necessário realizarmos algumas turnês nos Estados Unidos e Europa para que tenhamos permissão de visitá-los, caras!
www.myspace.com/iwrestledabearonce
Entrevista por - Igor Lemos



